quarta-feira, novembro 9

Uma despedida

E eu estava ali em frente ao quarto do hospital, sozinho escolhendo as palavras que iria dizer, pensei em tanta coisa, havia tanta coisa pra ser dita... quando estendi a mão em direção a maçaneta da porta, percebi que tremia muito e eu tinha jurado pra mim mesmo que seria forte, não por mim, mas por ela... respirei fundo, olhei para aquele corredor longo e vazio, imaginando como seria que iria percorre-lo novamente, sera que estarei pra sempre sozinho... E a imagem do dia em que nos conhecemos vei claramente em minha mente, quase pudi sentir o frio daquela noite, o cheiro que vinha de um restaurante de comida japonesa que ela adorava, e da grande parabólica que nos fez rir a noite inteira... Não estava pronto para dizer adeus... nunca estarei... Mas antes de entrar o medico me disse que essa poderia ser nossa ultima conversa, mas como eu poderia dize-lá que sentirei falta de seu cheiro, das palavras que ela sempre dizia quando estava triste, sentirei falta, do beijo, do corpo, do toque, do abraço, das noites longas, das tardes quentes, do abraço frente ao mar, sentiria falta até da falta que  ela fazia quando ficava longe por alguns dias... Como posso ajuda-lá se eu mesmo me sinto morrendo por dentro...
Respirei forte, juntei todas as forças que poderia ter e abri a porta lentamente, deixei aluz do corredor entrar lentamente no quarto pra tentar apagar aquela imagem sombria que todo hospital tem... Andei lentamente em direção a cama, e tudo naquele quarto me matava um pouquinho mais por dentro... E ela estava ali, deitada, fraca, lutando pela vida que parece ser tão fácil e fútil  para muitos... Eu olhei bem dentro dos olhos dela, a doença não conseguiu tirar a doçura e beleza daquele olhar... ainda era o mesmo... como na primeira vez. Apenas o que sobrou daquela menina linda que conheci e amei. Ela olho pra mim com um sorriso sereno um tanto quanto sem graça, quase pude sentir que ela iria chorar naquele momento, pois eu sabia que ela queria viver, ela tinha esse direito, ela só tinha 19 anos, ela tinha direito. Mas ela não chorou e com com serenidade disse...






CONTINUA....

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