quarta-feira, setembro 14

A carta!

Um dia escrevi uma carta de amor, foi a primeira vez e seria a ultima também, escrevi por que precisava me desculpar com ela, nós estávamos separados, e cada segundo que passava sentia que ela estava mais distante, e isso estava me matando por dentro, sentia que não conseguiria viver sem ela. Nunca fui romântico  ao ponte de mandar uma carta de amor, mas eu estava desesperado e tinha ouvido rumores que ela estava conhecendo um outro alguém, eu precisava ser rápido... juntei toda minha coragem peguei caneta e papel, eu tinha tanto pra dizer... dizer que sinto muito, que precisava dela, que aceitaria esquecer tudo pra gente ficar juntos, e assim escrevi naquele papel, as palavras saim fluentemente assim como as lagrimas a tempo presas em meu coração...Pensava em como ela iria reagir quando recebesse a carta, será que me daria outra chance? será que não ligaria e simplesmente diria não ao meu pedido pra ficarmos juntos? será que pelo menos aceitaria a carta? Eram muitas dúvidas que tornavam ainda mais difícil a ideia de entrega-la essa carta., mas eu não tinha escolha... esperei a noite chegar era véspera dos dias dos namorados, e talvez agente pudesse passar esse dia juntos... talvez...
Chegou a hora fui a pé contando os passos até a casa dela, e aquele caminho nunca foi tão longo, carregava a carta no bolso, falei pra mim mesmo mil vezes as palavras que iria dizer pra ela, parecia... parecia bom, tudo iria ficar bem.
Finalmente cheguei na rua dela e de longe eu a avistei, mas tinha mais alguém com ela, não dava pra ver bem então continuei, chegando mais perto percebi que era um cara, eles estavam sentados bem próximos e conversavam intimamente, minha pernas tremiam, meu coração estava quase explodindo, a lágrima pesou uma tonelada naquele momento e eu ainda busquei forças para segura-la. Baixei a cabeça já estava passando em frente a eles, em questão de segundos meu olhar mirou o dela, segundos que duraram horas, duraram uma vida, o olhar dela era frio, sem vida, como se eu não fosse ninguém, e eu pensei como pode um amor, um sonho se transformar nisso... Mas não parei, continuei andando e fingi ser indiferente, mas alguns passos a frente o peso das lágrimas foi insuportável para mim... Coloquei a mão no bolso agarrei com força a carta, sentia uma mistura de dor, raiva, tristeza, saudade. Eu sabia que estava tudo acabado era o inicio de um pesadelo.
Voltando para casa com a carta na mão...




CONTINUA...

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