sexta-feira, agosto 12

Então é isso? É esse o fim dos nossos ídolos? É assim que acaba a poesia?....
Quanto mais penso na vida de Cazuza, mais eu acredito que a vida é curta demais pra genialidade de certas pessoas, não foi ele que passou rápido demais... A vida é que não estava preparada pra ele. E isso me faz pensar sobre o que realmente vale apena, sobre de que forma devo consumir a vida antes que ela me consuma, É a eterna busca pela vida perfeita... perfeita?...
Tenho visto meus ídolos definharem pouco a pouco em uma grande exposição, tenho visto toda genialidade tomar o mesmo caminho que eles, indo embora pela mesma porta, e o que sobra é apenas uma vaga ideia do que realmente foi bom.
E quando olho para a foto acima não vejo tristeza nos olhos desse homem, vejo uma incrível mistura de orgulho e força. Seu corpo mostra que ele esta vencido, mas seu olhar... seu olhar... Diz: " eu fiz o que devia ser feito eu estou pronto". Eu sofro com a agonia de nunca ter tido a oportunidade de ter visto pessoalmente esse "guerreiro" em um palco travando uma batalha uma batalha contra a vida, contra a pieguice, contra a caretice, contra a dor, contra o amor e toda sua poesia. E sonho em ter toda essa força.
Fim de tardes no Arpoador, bebedeiras no Leblon, poesia, fotografia, banda de garagem, blues da piedade, uma boa dose Janis jolpin´s, sexo sem preconceito, uma doença com preconceito, tudo indo embora, chegou a hora... Down em mim!.

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